Sobre discussões: como devem ser.
O problema não está nas discussões, mas na falta de ordem nas discussões. Quem acha que a discussão é problema, não descobre o verdadeiro problema, porque a discussão serve para encontrar a solução dos problemas. Junto a isso, quem vê o problema nas discussões, acaba discutindo sem ordem, porque sem discussão não se resolvem os problemas em família ou amigos ou sociedade; é preciso discutir da maneira correta: com ordem, seriedade, inteligência, respeito, responsabilidade e progresso; as discussões têm de ser racionais e sublimes, não com ignorância nem gritaria nem malediscências nem ofensas, mas com conhecimento, prudência e entendimento: conversar com as pessoas conversando com elas de verdade, estabelecendo fatos e verdades sempre bem fundamentadas com honestidade, zelo e bom senso; é preciso ter temor da verdade e amor pela verdade num debate ou discussão que almeije encontrar a verdade. Uma discussão não é uma disputa, mas uma busca de uma verdade, pela qual todos lutam juntos e se unem afim de alcançá-la, de maneira verdadeira e plena, com humildade e autoabnegação em favor dela.
É preciso saber discutir, saber dialogar, não como um diálogo de surdos, em que a pessoa defende a opinião dela e não está disposta a mudar, mas apenas articular modos de defender o que já acredita ser a verdade. Mas a discussão deve ser com mente aberta, aberta a aprender, aberta a mudar de opinião se o que a outra pessoa diz parecer melhor ou se mostrar verdadeiro. Deve ser aberta a compreender o que a outra pessoa diz, e dar a ela plena liberdade de dizer o que acredita, sem ser julgado pelo que acredita, para que o diálogo seja sincero e real, para que se discuta o que as pessoas realmente pensam e não um diálogo fantasia em que as pessoas fingem para agradar ou para não sofrer retaliações, e acabaria por ser um diálogo fingido, um diálogo irreal, onde não se discute a realidade, mas o que se finge acreditar ser a realidade.
O diálogo deve também ser racional, no qual as pessoas pensam, refletem e no qual há uma cadeia de raciocínio com base em informações confiáveis e/ou provadas. E não discutir com base em achismos ou de modo emocional, instintivo, conforme o jeito da pessoa ou o momento, nem conforme a época ou conforme o lugar, mas deve-se buscar um conhecimento verdadeiro, universal, desenvolvido de modo racional, lógico ou por intuição intelectiva. Assim o diálogo deve ser frio, calmo, claro (com clareza de ideias, em boa linguagem, coesa, coerente, sem ambiguidades, expressando de maneira correta e com clareza do sentido), organizado, com ordem, para que o conhecimento triunfe e não a ignorância. Discussões de efeito, em que a pessoa quer falar mais alto ou dar mais efeito, sendo uma disputa, funciona como quando a pessoa está sob efeito de drogas, ela perde o juízo, não raciocina conforme a realidade. A emoção e a tendenciosidade também pode deixar a pessoa nesse estado, de não enxergar a realidade, e perder o bom juízo (percepção) de realidade.
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