Método da sopreposição de evidências.

 Método da sobreposição de evidências. 

O método da sobreposição de evidências consiste em reunir uma série de evidências que, juntas, mostram de maneira clara e indubitável que a realidade para a qual as evidências apontam é verdadeira. 

Assim esse método é um tipo de prova, uma maneira de demonstrar algo. 

Esse método funciona numa estrutura como de um constructo. 

Constructo vem a ser um conceito em que existem várias premissas que dependem uma da outra e implicam uma à outra sem ser um tipo de raciocínio circular e/ou petição de princípio(essa diferença é sutil). Exemplo 1: eu existo porque estou vivo, e estou vivo porque existo. Nesse exemplo, ambas as proposições implicam a outra e dependem uma da outra, sendo esse raciocínio de uma constatação real e não falaciosa. Exemplo 2: um aparelho que funciona com eletricidade é elétrico, e se é elétrico, funciona com eletricidade. Exemplo 3: Alguém é bom se for justo e honesto. Alguém é honesto se for justo e bom. Alguém é justo se for honesto e bom. Repare que, no constructo há uma percepção que fundamenta a estrutura, uma constatação, diferentemente da petição de princípio, em que apenas se afirma e justifica a afirmação conforme uma afirmação que resulta da própria afirmação, sendo, portanto, um jeito falacioso de se pensar. No constructo se vê que uma coisa depende da outra e implica a outra conforme a intuição intelectiva o faz perceber. 


Retomando ao método de sobreposição de evidências, se diz que ele funciona como um constructo, pois por uma evidência qualquer se enxerga que as outras evidências, junto a ela, faz ficar claro a realidade do que se afirma. As peças se encaixam e montam o quebra-cabeça de forma coesa e coerente, solucionado o problema de que cada evidência constitui uma equação, em que a solução é a solução desse sistema de equações. Além disso a solução do sistema tem de ser única para que haja certeza da proposição solução do sistema. Assim deve-se analisar todas as possíveis soluções do conjunto de evidências, descartando as soluções possíveis por dedução baseada em verdades sólidas e já confirmadas. Além disso se descarta as possibilidades infinitas, conforme o senso da realidade(bom senso) o faz perceber, separando possibilidades de subversão da realidade como falsas. 


Possibilidades infinitas são possibilidades que não podem ser refutadas por dedução, mas são possibilidades loucas, de conspirações malucas e que se fossem verdade, não haveria critério de se conhecer a realidade, caindo o conceito de realidade, que é real como se percebe pelo senso de realidade ou bom senso, que vem da experiência. Exemplos: acreditar que estamos numa realidade de computador, num jogo eletrônico, ou que estejamos numa matrix de computador, que estejamos numa simulação, ou que a realidade é que vemos, sentimos e tocamos é uma enganação de entidades do mal ou de extraterrestres do mal ou de qualquer tipo de ser que nos enganaria ou acreditar que Deus é mal e que nos engana com uma realidade de fantasia. Existem teorias da conspiração verdadeiras e falsas, cabe a nós investigar cada uma conforme seja relevante e/ou do nosso interesse, porque teoria conspiratória é toda teoria que envolve trama, conluio, maquinação, e isso existe e a polícia tem de trabalhar com esse tipo de teoria, já que bandidos mentem, tramam e maquinam. Os políticos, principalmente os corruptos e pessoas poderosas também fazem conluios, tramas e maquinações, sendo em muitos casos adequadas esse tipo de teoria para compreende-los. Mas isso tudo está dentro da normalidade e não subverte a realidade, como no caso das possibilidades infinitas, que leva esse nome por poder se pensar em infinitas possibilidades do mundo ser falso e enganoso, fugindo da realidade, o que anularia a realidade. 


Para saber se a sobreposição de evidências implica a proposição que se afirma (com segurança), é preciso analisar o número de evidências, o peso de cada evidência, e ver, como elas interagem umas com as outras, de modo que, juntas, a verdade seja clara e indubitável, de modo que a probabilidade de se estar certo tem de ser exatamente 1.  Assim, conhecendo bem cada evidência, seu peso e conhecendo bem como elas interagem umas com as outras, e como ficam todas juntas, se pode ter certeza da realidade que se afirma. 


É possível também usar esse método em duas etapas, juntando indícios(pequenas evidências) que geram cada evidência, e depois, juntando as evidências seguras com base nos indícios (feito de modo análogo ao próprio método) para juntas, formar a verdade. 

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