Método de encontrar as verdades
Como encontrar as verdades.
1. Entendimento claro do que se pensa;
2. Pensamento crítico;
3. Conhecimento e uso da Lógica, do reto raciocínio;
4. Conhecimento do assunto e uso desse conhecimento;
5. Pensamento reflexivo, investigativo.
1. Prestar atenção no que se pensa, saber exatamente o que se está pensando, estar atento, sem adicionar ou tirar coisas, sem aumentar ou diminuir, sem confundir ou distorcer. Compreender o que é a questão, o que realmente é a questão(profundamente), como é a questão, qual o real aspecto da questão, se é um todo ou parte do dado objeto. Entender a extensão desse objeto e sua complexidade. Ter consciência daquilo com o que se está trabalhando, consciência da coisa na qual se está pensando, e também qual seu nível de dificuldade e sutileza. Discernir o sentido literal do figurado, verificar se não há ambiguidade, caso haja deve-se investigar qual o sentido ou se é indeterminado por haver mais de um sentido possível, e considerar que uma mesma palavra pode ter mais de um significado, para com isso entender que toda contradição só é lógica se for semântica, o raciocínio lógico se baseia na semântica e não no significante em si mesmo. Não deduzir a informação com base na realidade ou interpreta-la segundo a realidade ou segundo o interesse pessoal, mas ser fiel à sua fonte e à sua verdadeira interpretação. Se atentar para os erros de transmissão da informação, tais como de ortografia, morfologia, sintaxe ou semântica, corrigindo-os para obter a informação que se queria transmitir. Observar a intenção do autor ao escrever o texto, o que ele quis dizer em face do que ele disse.
2. Sobre o pensamento crítico: dúvida, questionamento, averiguação, verificação, checagem, checagem de fontes, análise, análise de sentido(coerência(geral e local), harmonia com a realidade(geral e local));verossimilhança(probabilidade);falseabilidade(verificabilidade); perguntar-se e analisar quais os fundamentos, as razões daquilo que se pensa, e ver se são fundamentos reais, se provam ou não a coisa(analisando o porquê do que se pensa); a dúvida e o questionamento crítico são de busca da verdade, sem pressupor quaisquer coisa que se queira como verdade.
3. Pensamento racional, não emotivo, não instintivo, não ir pelo jeito de ser, pela tendência de ser, do momento ou da época, pois ainda que a tendência seja verdadeira, cada coisa é uma coisa; uso dos princípios fundamentais da lógica: identidade, não contradição, terceiro excluído; uso do silogismo válido por abstração clara, distinta e precisa ou por uso de regras, diagramas ou técnicas do silogismo; conhecimento das falácias formais e informais, e aplicação desse conhecimento para discernir o raciocínio válido das falácias(que deve ser feito de maneira clara, deve-se refletir a respeito se não houver clareza). Conhecimento do pensamento indutivo, dedutivo e analógico, sabendo e aplicando que o dedutivo é certo, o indutivo incompleto é probabilístico(cuja probabilidade aumenta conforme haja uma maior fração do número de casos)(embora haja induções naturais certas), o indutivo completo é certo, e o analógico pode ser forte ou fraco, conforme a semelhança entre os objetos em analogia. Existem também o método hipotético dedutivo, dialético, indução finita, sobreposição de evidências e outros métodos. Saber e aplicar a diferença entre opinião e conhecimento, sendo a opinião(doxa) oriunda das imagens do sensível(impressões do momento, pontuais) e das realidades sensíveis(impressões contínuas, percepção subjetiva através da continuidade) sendo essa segunda de um nível maior, havendo mais segurança da opinião; já o conhecimento(episteme) é oriundo do raciocínio lógico(matemático) e da intuição intelectiva(percepção racional, abstração, concepção da ideia pura, dialética) sendo essa segunda de um nível maior que essa primeira, sendo ela mais clara que a primeira, embora ambas sejam seguras. Assim existem esses quatro níveis de saber, aumentando o nível na mesma ordem apresentada. Enumerar e rever o raciocínio sempre.
4. Conhecer o campo de lógica com o que se está trabalhando, conhecer como funciona o que com o qual se trabalha, qual a lógica que o rege, quais suas leis, causas e efeitos, razões e consequências, se é fixo ou muda, suas partes fixas e suas partes que mudam, se há mudança, quais suas mudanças, quais suas taxas de mudança, quais suas leis de mudanças ou saber por tabelas suas mudanças. Conhecer seu contexto, suas relações, as coisas com as quais se relaciona, suas propriedades, características, atributos. Conhecer seus temas e tópicos, conhecer como um todo e pelas partes, como as partes se dialogam entre si e com o todo, como interagem entre si e com o todo.
5. Refletir investigativamente, descobrindo se há a possibilidade ou não do conhecimento ou se não se sabe se há essa possibilidade; no primeiro e no terceiro casos, se deve prosseguir com a reflexão investigativa. No segundo caso, se verifica a possibilidade do conhecimento, encerrando a busca caso se confirme a impossibilidade do conhecimento. No primeiro caso, se deve refletir se a coisa que se investiga é verdadeira ou falsa ou se ainda não se sabe de sua veracidade; nesses novos primeiro e segundo casos se encerra a reflexão; no novo terceiro caso e no velho terceiro caso, se prossegue buscando e planejando estrategicamente meios de se saber, partindo para uma investigação, determinando se lançará mão da razão e/ou da experiência ou se se deve investigar qual meio de conhecer ou simplesmente buscar por todos os meios, vendo na hora, testando na hora qual será o meio ou os meios adequados de se conhecer. Deve-se investigar com afinco e determinação, amando a verdade, se esforçando para encontrá-la como um grande e importante alvo.
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